A mais nova entrevista da Simone Simons No Metal Symphonique
A opinião de um Fan ( Hugo Barata ) no seu Blog " Words'N Sounds "
Já ando a ouvir este CD à quase um mês, no entanto, tenho andado sistematicamente a adiar a escrita deste post, pois a minha opinião sobre este disco tem evoluído bastante desde da primeira vez que o ouvi, mas comece-mos pelo inicio.
Em primeiro lugar tenho de confessar que não sou um fã muito antigo de Epica. Conheci a banda para aí em Outubro do ano passado, quando alguém me recomendou a banda no facebook. Mas a verdade é que fiquei completamente viciado na banda, foi buscar toda a discografia, bem como os diversos álbuns ao vivo. Lembro-me que durante pelo menos 2 meses não ouvi outra coisa, no carro, em casa, no trabalho todos os meu aparelhos tocavam Epica de um modo exclusivo, e para quem me conhece sabes que passo imenso tempo a ouvir musica. E desde então tem sido uma presença constante nas minhas playlist. E como é óbvio, com a saída do novo álbum e com a aproximação do concerto no dia 21 de Abril na Incrível Almadense a banda voltou a estar em “superplay” na minha rotina diária.
A minha opinião pessoal é que os Epica, ao contrário de grande parte das bandas de gravam no mesmo registo, têm uma “escola” de Heavy Metal por detrás. Esta vertente não estava tão presente nos primeiros álbuns, mas foi sendo progressivamente explorada ao longo da sua carreira, atingindo o seu expoente máximo em 2009 com o lançamento do álbum “Design Your Universe” que para mim é sem sobra de dúvida o melhor álbum da banda.
Agora em 2012, com “Requiem for the Indifferent” os Epica dão, na minha opinião, um ligeiro passo atrás. Apesar da veia do Heavy Metal estar bastante presente em muitas das canções do álbum (veja-se por exemplo “Monopoly on Truth” ou “Stay the Course”) a banda volta a apostar também em sons bem mais melódicos.
É isto mau?
Não, de maneira nenhuma. Tudo o que me fez gostar de Epica desde a primeira vez que os ouvi continua bem presente no novo álbum. O som pesado das guitarras, do baixo e da Bateria, os arranjos de orquestras, os coros, os “grunts” do Mark e a voz angelical da Simone. Está tudo lá, só que desta vez, encontra-se dividido em dose que variam de musica para musica, tornando umas mais pesadas e outras mais melódicas. Até as expressões em Latin, continuam lá dando uma diversidade e uma mística que é impossível de replicar. Este álbum vem para mim provar que os Epica evoluíram imenso ao longo dos anos e que são hoje capazes de fazer a sua musica sem se agarrarem a estereótipos.
Outra característica da musica do Epica que me agrada muito é o facto de para além da musica, os Epica dão-nos também aqui que eu gosto de chamar de “food-for-thought”. Nas suas letras, os Epica vão buscar temas em que a maior parte das bandas não se atreve a tocar. Religião, Politica, Espiritualidade, Auto-Desenvolvimento, etc. são temas recorrentes nas suas canções. São letras que quando entendidas nos fazem pensar (pelo menos a mim fazem e muito). Esta vertente está também bem presente no novo album, em musicas como por exemplo “Requiem For The Indifferent“, “Deter The Tyrant” ou “Serenade of Self-destruction“.
Em suma, “Requiem for the Indifferent” é um grande… grande álbum. Tem todos os ingredientes que caracterizam os Epica, contendo grandes canções atrás de grandes canções. Arrisco-me mesmo a dizer que, apesar de ainda estarmos no inicio do ano, este será provavelmente do melhor que 2012 nos trará. No entanto, não destrona para mim Design Your Universe, como o melhor álbum da banda.
Classificação: 9/10
Dia 21 na Incrível Almadense espera-se um GRANDE… GRANDE concerto…
\m/ See you in the pit \m/
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