Internal Warfare
Os Epica dedicaram esta música ás vitimas do atentado de Oslo. Alias eles neste álbum relembram-nos que já não podemos fechar os olhos ao que se passa no Mundo.
Sendo esta situação um acontecimento Mundial mas que começa a ter raízes na Holanda, seria lógico ser um assunto que fosse mencionado numa música que os mesmos fizessem.
Neste artigo vamos tentar dar-te a conhecer quem foi esse filho da **** ( desculpem vou tentar enquanto no papel de cronista não mostrar ou defender posições ) ...bem como tentar mostrar todo o problema que se encontra escondido e a ganhar força na Europa ( Os Epica atentos a essas mudanças premiaram-nos com este alto som ).
Como começo desta trágica história para além da música INTERNAL WARFARE irei começar com um depoimento de um sobrevivente do Holocausto
“A evidência está diante de nós. O mundo sabia e manteve silêncio. Nada foi feito para interromper ou adiar o processo. Sequer uma única bomba foi lançada
Em termos curiosidade podes constatar uma introdução dramática, aterrorizada na voz da Simone Simons no inicio da musica, o coro macabro, a guitarra e voz de Mark Jansen numa combinação de terror absolutamente fantásticas
A música ( Internal Warfare ) que foi dedicada ás vitimas de Anders Breivik, o terrorista Norueguês que se rotulou como «Serei rotulado como o maior monstro(-nazi) alguma vez surgido desde a Segunda Guerra Mundial» e que se considerava muito forte «Mais forte do que alguém alguma vez conheceu»
- (autodenomina-se Cavaleiro Justiceiro - Comandante dos Cavaleiros Templários Europeus)..
Anders matou 76 pessoas num duplo atentado em Oslo, ( podiam ter sido menos se a policia não tivesse cometido tantos erros como á frente irei explicar ) bombardeou um edifício governamental e pouco tempo depois invade a ilha de Utoya e atira a matar contra um acampamento da juventude social-democrata, matando 69 pessoas. e caso tivesse sido bem sucedido nos atentados ( sair vivo ou sem prisão ), iria comemorar com Vinho francês caro e duas prostitutas de luxo.
Após a sua prisão confessou ao seu advogado não estar arrependido "Ele diz que não lamenta suas ações. É uma mensagem difícil de transmitir, mas isso está muito claro", declarou o advogado Geir Lippestad ao canal de televisão TV2 Nyhetskanalen. "Ele acha que esses actos foram atrozes, mas necessários", acrescentou, repetindo essa frase dita por Breivik em outras ocasiões.
Ao ter errado na escolha da sua vocação profissional ( já que no meu entender deveria ter sido palhaço ) exigiu a sua " Liberdade Imediata " o que causou risos no Tribunal "Não aceito a prisão. Exijo ser libertado imediatamente", declarou o extremista de direita de 32 anos
O palhaço, ups perdão, o atirador ainda tentou explicar que o massacre foi um ataque preventivo conta quem considera "traidor".
"Foi um ataque preventivo contra os traidores da pátria com o objectivo de defender a população de etnia norueguesa", afirmou o acusado ante o tribunal.
Breivik, que disse travar uma cruzada contra o multiculturalismo e a "invasão muçulmana" da Europa, deve passar por um novo exame psiquiátrico para confirmar se ele é ou não insano, como uma comissão médica havia diagnosticado anteriormente.
Como atrás referi, muitas mortes teriam sido poupadas caso a policia norueguesa não tivesse cometido erros, alguns deles digno dos " apanhados " ... Mais poderia ser dito mas por respeito ás vitimas tapo a minha boca ( não estivéssemos nós a falar de coisas sérias ).
A polícia norueguesa acabou por pedir desculpas por ter demorado para impedir o massacre cometido por Anders Behring Breivik e reconheceu que muitas mortes poderiam ter sido evitadas,
"Em nome da polícia da Noruega, quero apresentar minhas desculpas por não prender antes Anders Behring Breivik", declarou Oeystein Maeland, delegado da Polícia Nacional, ao tornar público um comunicado que destaca 54 falhas durante a intervenção contra o autor dos ataques que deixaram 77 mortos. "É muito duro saber que tantas vidas poderiam ter sido salvas se o assassino tivesse sido preso antes", admitiu o delegado.
No dia 22 de julho, Breivik detonou uma bomba junto à sede do governo norueguês e depois, disfarçado de policia, abriu fogo por mais de uma hora contra centenas de jovens reunidos em um acampamento de verão na ilha de Utoya, perto de Oslo. Um dos casos mais caricatos na perseguição a este terrorista foi o de ter tentado enviar homens à ilha em um bote insuflável, que se rompeu com o peso de seus ocupantes.
Segundo o balanço da polícia, Breivik disparou indiscriminadamente durante 75 minutos antes de ser preso. "Poderíamos ter chegado a Utoya mais rápido? A resposta é sim. Se o bote da polícia não estivesse sobrecarregado, não teria se rompido", disse o delegado Maeland. "Podemos estabelecer com toda a segurança que a polícia não tinha a capacidade de gerir todos os aspectos de um evento de semelhante natureza", acrescentou.
"a polícia cumpriu com sua missão tão rápido quanto possível considerando as circunstâncias". Entre os erros, o relatório apontou a falta de comunicação e de competências, a carência de efectivos e a desorganização, tanto da assistência às vítimas quanto na implementação de linhas telefónicas para fornecer informações.
Poderia ter tido um desfecho menos dramático se a polícia tivesse dado a devida atenção ao caso. Segundo o jornal Aftenposten, o atirador Anders Behring Breivik tentou ligar várias vezes para se entregar, mas, sem obter resposta, deu continuidade ao massacre no acampamento juvenil onde acabou por mator 69 pessoas. A informação de que ele havia tentado entrar em contacto com a polícia já havia sido divulgada, mas até então acreditava-se que apenas uma ligação havia sido feita, e ainda assim, após o tiroteio ... "Bem antes de ser capturado, Breivik ligou para a polícia. Diz que fez dez ligações e que obteve resposta em duas. Ele se apresentou como comandante e deu seu nome completo", declarou ao jornal seu advogado, Geir Lippestad. De acordo com as declarações do próprio Breivik, ele manifestou nas ligações a sua disposição de se entregar e pediu uma confirmação de que sua proposta havia sido aceite.
"Segundo ele, recebeu respostas que não entendeu, e pediu que ligassem outra vez para que informassem que sua mensagem de rendição havia sido recebida", afirmou Lippestad, que solicitou acesso às gravações do telefone usado por Breivik, supostamente o de uma vítima, já que não encontrava o seu. Após esperar a ligação das autoridades, que nunca chegou, Breivik decidiu continuar com os disparos até ser capturado minutos mais tarde, segundo o seu advogado.
Sobreviventes do massacre relataram que Breivik fez uma pausa de vários minutos durante o tiroteio, o que poderia coincidir com o momento em que diz ter chamado a polícia. Lippestad acredita que o ultra direitista considerava que tinha cumprido seu objetivo e queria evitar que o matassem. A polícia norueguesa confirmou que a central do distrito de Busque rude recebeu e gravou uma conversa com o assassino.
Breivik, de 33 anos, encontra-se detido em uma prisão de segurança máxima em Ila, nas proximidades de Oslo, à espera de um julgamento que terá início no dia 16 de abril. Acusado de actos terroristas, pode receber uma pena de prisão perpétua ou a internação em uma instituição psiquiátrica.
Desde que foi detido em julho, Breivik foi mantido isolado e proibido de receber visitas, novamente derivado ás suas apetências para palhaço queixou-se sobre o regime de isolamento. Em uma audiência judicial afirmou que a renovação do confinamento por outras quatro semanas é uma forma de tortura.
O argumento dos juízes que têm renovado o regime é que, em contacto com outras pessoas, o atirador poderia conspirar para destruir provas. Pela lei norueguesa, o confinamento solitário somente pode ser imposto por quatro semanas de cada vez. No término do período, contudo, a procuradoria pode optar por prorrogar esse prazo.
O advogado de Breivik, Geir Lippestad, informou à imprensa que seu cliente pediu para ler um comunicado durante a audiência, mas sua solicitação foi negada. "Ele não expressou nenhum remorso", disse o advogado. "Parecia calmo e contido, como já tinha sido antes. Ele falou algumas palavras sobre como via sua prisão e como é duro ficar em isolamento". Segundo a juíza Anne Margrethe Lund, Breivik foi impedido de falar por muito tempo porque o que ele possa querer dizer para ela é considerado irrelevante. ( Grande Senhora, Bendita a Mãe dela que a carregou 9 meses ).
O manifesto que publicou amplamente na Internet - que se intitula «2083 - Declaração Europeia da Independência» e tem 1.518 páginas - dá a conhecer a sua cruzada odiosa anti-islamita na Europa, mostra pormenorizadamente como se podem planificar ataques terroristas em vários países, Portugal incluído, e revela detalhes do seu dia-a-dia e da sua vida.
Neste caso, não fica claro se o vinho francês e as prostitutas de luxo foram usados «antes» ou se teriam sido guardadas para «depois» do massacre. Mas serve um pouco de guia sobre estranho estado de espírito do odioso jovem norueguês.
O documento escrito por Anders Behring Breivik revela várias informações sobre os nove anos em que preparou este duplo atentado, nalguns casos mostra o que fez numa espécie de diário na quinta em Rena, onde preparava a bomba que fez explodir vários edifícios governamentais no centro de Oslo. Aliás, a 22 de Julho, no dia dos atentados, escreveu: «Tenho material para 20 explosões. Será um cenário de tudo ou nada. Imagine se a polícia visita a minha casa nos próximos dias. Provavelmente chegarão à conclusão errada e pensarão que eu sou terrorista». E termina a frase com um LOL. ( Na minha opinião um tiro nos " cornos " era pouco ).
Sobre as garrafas de vinho caro francês, explica que tinha guardado três exemplares, mas acabou por não resistir, no final do ano passado, a uma delas. «Considerando que a minha operação de martírio começa a aproximar-se, decidi levar uma e saboreá-la com a família na nossa festa de Natal anual em Dezembro».
«A minha intenção era guardar a última garrafa para a celebração do martírio e apreciá-lo com duas prostitutas-modelos de luxo que tenciono contratar antes da missão». No documento não ficou claro se o fez, mas numa referência datada de 11 de Julho revelou ter comprado «muita comida requintada e doces» para recarregar baterias.
Anders Breivik gostava de se tratar bem e fez tudo para se adaptar às exigências da situação. O manifesto revela o uso recorrente a esteróides e bebidas proteicas para ter mais energia e, a certa altura, chegou até a revelar que gostava de ter «comprimidos para a agressividade». «Bebo os meus batidos de proteínas quatro vezes por dia para maximizar a criação de músculo», escreveu a 18 de Julho.
O manifesto compila vários pensamentos deste terrorista louro e de olhos azuis. Por exemplo, escreveu que os preparativos para o massacre deviam incluir uma sessão fotográfica depois de «algumas horas num solário para parecer com um ar mais fresco».
Na sua quinta em Rena, a 160 quilómetros a norte de Oslo, Breivik nunca levantou suspeitas entre a vizinhança. Mas o seu contacto com o mundo rural era pouco natural. «Esta casa está infestada com besouros. Ainda há pouco preparava-me para agarrar num chocolate no meu saco de guloseimas e um besouro tinha-se enfiado lá dentro», escreveu Anders Breivik.
«Há cerca de uma hora, quando calçava as minhas luvas de nitrilo para mais um ciclo de purificação de DDNP, senti que alguma coisa trepava pelos meus dedos :). Escusado será dizer que me passei... Depois comecei a matar todos os pequenos insectos à minha vista. E já lá vão 18 na última hora... Partes desta casa é de 1750, por isso deve haver várias colónias de insectos nas paredes», justifica.
Breivik releva de seguida neste dia, a 30 de Junho, o 60º dedicado a preparar a bomba, que não dorme desde o dia anterior, reconhecendo sobre si próprio sinais de exaustão e a necessidade de viajar até à capital para obter novos mantimentos. E continuou nisto até dia 22 de Junho, o dia do ataque.
Extrema-direita é forçada a responder por crimes de Breivik
Espalhados principalmente por França, Itália, Holanda, Suíça, Áustria, Hungria e países nórdicos, esses partidos tem vindo a ganhar força na última década, com um discurso anti-imigração, anti-Islã e fortemente avesso à União Europeia
No banco dos réus, logo ao lado do atirador de Oslo Anders Behring Breivik, encontram-se nesta semana todos os partidos de extrema-direita da Europa. Como deixam claro os escritos de Breivik - quer seus comentários em sites como o norueguês Document.no, quer as 1.500 páginas do manifesto que ele publicou na internet pouco antes de realizar os atentados - suas ideias coincidem com as dessas agremiações na islamofobia, na xenofobia e na intolerância. A questão é saber o que separa esse discurso radical de ações brutais como as que deixaram 77 mortos na Noruega:
um abismo, que só uns poucos indivíduos doentios vão transpor, ou uma estrada que muitos ainda podem percorrer.
Espalhadas por França, Itália, Holanda, Suíça, Áustria, Hungria e países nórdicos, as siglas de extrema-direita ganharam força na última década, com um discurso anti-imigração, anti-Islã e fortemente avesso à União Europeia. Ao lado delas, surgem também grupos como o transnacional Stop Islamisation Of Europe (Pare a Islamização da Europa). Essa organização “não considera um crime criticar o Islã, mas uma obrigação”, como professa em sua página de Facebook, e promete intensificar cada vez mais suas demonstrações anti muçulmanas. Outro exemplo é a Liga de Defesa Inglesa (EDL, da sigla em inglês), que alega ser uma “organização de Direitos Humanos que existe para proteger o direito inalienável de todas as pessoas de protestar contra a invasão do Islã na vida dos não-muçulmanos”.
Na Holanda, Dinamarca e Itália, os partidos de extrema-direita são aliados do grupo governista e têm alguma influência sobre suas decisões. A italiana Lega Nord detém até mesmo ministérios. Na França, a candidata Marine Le Pen, da Frente Nacional, se mostrou competitiva para as eleições de 2012.
Próximos ou distantes do poder, esses partidos praticam uma retórica que encontra eco em fatias crescentes da população. “Eles têm um discurso eficaz. Tanto assim, que alguns partidos da centro-direita já se esforçam por imitá-los", diz Jonathan Laurence, cientista político da Faculdade de Boston, nos Estados Unidos.
As políticas adoptadas em consequência dessa imitação - como a deportação em massa de um grupo étnico, os ciganos, na França - só alimentam patologias sociais: o ódio aos imigrantes, por parte dos "nativos", e a rejeição dos valores do novo país, por parte dos estrangeiros. Tais conflitos explodem não só em atitudes terroristas como a de Breivik, mas em outros tipos de vandalismo, como o espancamento de imigrantes nas ruas da Grécia por um grupo de neonazistas, em maio deste 2011.
O chefe do Partido da Liberdade holandês, Geert Wilders, teve de dar explicações à Justiça de seu país, acusado de incitação ao ódio e discriminação racial e religiosa. Mas, enquanto não patrocinem abertamente a violência, políticos como Wilders estão protegidos pela liberdade de expressão. “Em muitas ocasiões, eles empregam uma linguagem brutal. Mas são muito cuidadosos em nunca cruzar essa linha, já que isso os tornaria organizações ilegais”, diz Laurence. “Mesmo assim, os recentes acontecimentos em Oslo mostraram que sua ideologia criou um ambiente em que indivíduos instáveis podem tomar atitudes fora da lei. E revelou também que suas ideias são muito parecidas com a dos jihadistas que eles tão apaixonadamente criticam”.








































